domingo, 24 de julho de 2011

De niña a mujer

 
  O tempo passa mas as lembranças ficam, e as que tenho de pequenina são tão poucas mas tão fortes que cada vez que me lembro delas a minha boca não sei como mas sozinha sorri.
  Algumas lembranças esquecessem talvez por serem mais fracas mas com as fotos, vídeos … elas voltam. Quando pego em fotos de quando era pequena tudo aquilo que pensava que me tinha esquecido voltam e é como se o tempo nunca tivesse andado ou por e simplesmente tivesse viajado no tempo alguns anos para traz (duas coisas que a ciência diz ser impossível mas que o meu coração diz que o estou sempre a fazer).
  Pego num álbum abro numa pagina ao calhas e uma foto do infantário mais uma vez vieram me imagens a cabeça, quando tinha sono e não queria ir para o infantário de manha e a minha mãe dizia dorme, dorme e deixava-me ficar em casa. Quando me obrigavam a comer os suissinhos ate ao fim, quando estávamos todos na roda e perguntavam para onde queríamos ir eu dizia sempre puzzles e lá fica eu sozinha enquanto os outros ia para a casinha. Acreditem ou não eu era feliz assim no meio de todas aquela peças. Lembro-me de um placar com as datas de aniversário e das capas que trazíamos para casa.
  Mais uma pagina e dou com uma foto de quando era pequenina e estava a ver bonecos os meus preferidos sempre foram as Winx ainda me lembro da musica : “Winx põem a tua mão na minha nunca mais estarás sozinha há uma força que nos junta as 5.” Lembro-me de brincar eu fazia sempre de Bloom que era a azul e tinha um coelhinho muito fofinho também azul. Lembro-me como é obvio da Prudência Passinhos (avo detective) e lembro-me de só o genérico me meter medo e mal começava eu mudava de canal porque tinha medo lembro-me de uma vez dizer para mim própria – Não tenhas, medo aquilo não é verdade bah liga lá não 2 e não sejas medricas.
  Avanço uma página e fotos da feira, cresci lá e tenho muito orgulho disso sem as feiras não seria quem sou hoje. Preço, trocos, descontos, feros, Tolde, barraca, carrinha… lembro-me de ir a dormir para a feira no “chão”da carrinha, lembro me de ir brincar do parque de diversões em cabeceiras da musica do senhor das cassetes dos amigos, da minha gente… das rochas na assunção de andar no monte a brincar com o Rafa (que agora esta um gajo bem bom) e com o Hugo se calhar foi ai que me tornei Maria rapaz porque sempre foi muito (agora já estou quase curada Alegre ).
  Maria Rapaz… eu não tinha medo de nada adorava desportos radicais gozava com a minha mãe por ter medo de andar no elevador de Nazaré, adorava bichos. Andava sempre com os rapazes.
  O primeiro amor quem o esquece? Eu não e logo eu que muitas cenas tristes fiz por ele a sorte é que mudei muito porque se alguém me reconhecesse na rua estava frita.
  Agora que deixei essa “niña” o sono de manha é exactamente o mesmo mas já ninguém me deixa ficar em casa e lá vou eu para a escola. Já ninguém me obriga a comer nada ate ao fim. Agora já não ando tão sozinha a-propósito Amo-vos BBC. O placar já não esta lá agora tenho um quadro cheio de matéria para decorar, agora já não trago as capas com os desenhos mas sim cadernos.
  Agora a historia repetes se tirando os bonecos para por os filmes o meu preferido “letra e musica”, e também o meu primeiro filme de terror mais uma vez ao inicio tinha medo, repeti as palavras agora uns bom anos depois e lá vi o filme.
  A feira agora quase que não vou a não ser em Agosto para ajudar os meus pai todas essas recordações agora são lembradas em frente ao computador porque no fundo foi por ele que troquei as feiras.
  Dantes eu não tinha medo de nada adorava desportos radicais gozava com a minha mãe por ter medo de andar no elevador de Nazaré e este ano tremi de medo ao chegar lá cima, adorava bichos e agora? Agora grito quando os vejo. Andava sempre com os rapazes e agora? Acho que são todos uns estúpidos que só querem comer gaijas.
  Agora não o primeiro amor mas sim o grande amor não fiz coisas tão parvas mas sofri muito mais.
   Tudo mudou mas essa “niña” ficou.

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